Líder militar do Hamas morre em ataque israelense na Faixa de Gaza

Comandante das Brigadas Al-Qassam e apontado por Israel como um dos articuladores dos ataques de 7 de outubro de 2023, Izz al-Din al-Haddad morreu após bombardeio na Cidade de Gaza; funeral reuniu milhares de palestinos neste sábado (16).

Líder militar do Hamas morre em ataque israelense na Faixa de Gaza
Izz al-Din al-Haddad morreu após bombardeio na Cidade de Gaza. Foto: Reprodução internet

Israel anunciou neste sábado (16) a morte de Izz al-Din al-Haddad, apontado pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) como o principal líder militar do Hamas na Faixa de Gaza e um dos responsáveis pelo planejamento dos ataques de 7 de outubro de 2023 contra território israelense. A informação também foi confirmada por integrantes do Hamas e familiares do comandante palestino.

Segundo o Exército israelense, al-Haddad morreu em um bombardeio realizado na sexta-feira (15), na Cidade de Gaza. O alvo do ataque era um prédio residencial localizado na região de Rimal, área que sofreu fortes explosões durante a ofensiva aérea. Autoridades israelenses classificaram a operação como um “golpe significativo” contra a estrutura militar do Hamas.

Conhecido pelo apelido de “Fantasma de Gaza”, Izz al-Din al-Haddad havia assumido o comando das Brigadas Al-Qassam — braço armado do Hamas — após a morte de Mohammed Sinwar, em 2025. Israel afirma que ele era um dos últimos integrantes de alto escalão ainda vivos ligados diretamente à coordenação dos ataques de outubro de 2023, que deixaram cerca de 1,2 mil mortos em Israel e resultaram no sequestro de mais de 250 pessoas.

Imagens divulgadas nas redes sociais e por agências internacionais mostraram milhares de palestinos participando do funeral de al-Haddad neste sábado, em Gaza. De acordo com veículos internacionais, a esposa e a filha do líder do Hamas também morreram durante a ofensiva israelense.

O Hamas ainda não divulgou um comunicado oficial detalhado sobre a operação, mas membros do grupo confirmaram a morte do comandante e o trataram como “mártir”.

A ofensiva ocorre em meio à fragilidade do cessar-fogo firmado entre Israel e Hamas em outubro de 2025. Apesar do acordo, ataques e confrontos continuam sendo registrados na Faixa de Gaza. Autoridades palestinas afirmam que centenas de pessoas morreram desde o início da trégua parcial, enquanto as negociações sobre desarmamento do Hamas e libertação de reféns seguem travadas.