Ex-presidente do BRB deve entregar delação premiada até o fim do mês

Paulo Henrique Costa, preso desde abril no âmbito da Operação Compliance Zero, negocia acordo de colaboração com a Polícia Federal em investigação sobre suposto esquema envolvendo o Banco Master e o BRB.

Ex-presidente do BRB deve entregar delação premiada até o fim do mês
Paulo Henrique Costa foi preso há quase 1 mês (16/04), em nova fase da Operação Compliance Zero. Foto: Reprodução internet

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, deve formalizar até o fim deste mês uma proposta de delação premiada à Polícia Federal. Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, a expectativa é de que o ex-executivo assine nos próximos dias um termo de confidencialidade, etapa considerada necessária para o avanço das negociações do acordo.

Paulo Henrique Costa está preso preventivamente desde 16 de abril, após ser alvo de uma nova fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal com autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações apuram suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e favorecimento em operações financeiras envolvendo o BRB e o Banco Master.

De acordo com a apuração da PF, o ex-presidente do banco teria recebido vantagens indevidas para facilitar negociações consideradas irregulares. Entre os elementos investigados estão supostos repasses de imóveis de luxo avaliados em cerca de R$ 150 milhões e operações bilionárias relacionadas à tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB.

As tratativas para a colaboração premiada ganharam força nas últimas semanas. A defesa de Paulo Henrique Costa trocou a equipe jurídica responsável pelo caso e passou a negociar diretamente com as autoridades federais. Segundo reportagens recentes, os depoimentos do ex-dirigente devem abordar movimentações financeiras e possíveis remessas de dinheiro ao exterior.

O STF manteve a prisão preventiva do ex-presidente do BRB por unanimidade na Segunda Turma da Corte. Os ministros entenderam que a medida é necessária para evitar interferências nas investigações em andamento.

Paulo Henrique Costa presidiu o BRB entre 2019 e 2025 e deixou o cargo após o avanço das investigações envolvendo o Banco Master. Desde então, o caso passou a ser tratado como uma das principais apurações financeiras em andamento no Distrito Federal.