Flávio Bolsonaro anuncia pedido de anulação da eleição após derrota para Lula
Senador afirmou que pretende contestar o resultado do segundo turno, vencido pelo presidente reeleito neste domingo (25).
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado na eleição presidencial de 2026, afirmou neste domingo (25) que pretende pedir a anulação do pleito, após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.
A declaração foi feita depois da divulgação do resultado que garantiu a reeleição de Lula para um quarto mandato na Presidência da República. Flávio terminou a disputa com 48,26% dos votos válidos, enquanto o petista obteve 51,74%, segundo os números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no momento da confirmação do resultado.
Ao anunciar a intenção de contestar a eleição, o senador também declarou que não reconheceria a vitória do adversário, conforme noticiado pelo portal Terra.
Questionamento do resultado
A iniciativa anunciada por Flávio Bolsonaro ocorre após uma disputa marcada pela diferença entre os resultados do primeiro e do segundo turno. Em 4 de outubro, o senador havia terminado a primeira etapa da eleição na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
No segundo turno, realizado neste domingo, o presidente conseguiu reverter a diferença e confirmou a vitória.
A votação também foi marcada por uma decisão judicial que prorrogou até as 19h o horário de votação nas seções eleitorais que ainda estavam abertas, em razão de dificuldades relacionadas ao transporte de eleitores. A medida foi esclarecida posteriormente pela Justiça Eleitoral, que determinou sua aplicação apenas às seções que ainda não haviam encerrado a votação, sem reabertura de urnas já fechadas.
O anúncio de Flávio Bolsonaro abre a possibilidade de uma contestação formal do resultado perante a Justiça Eleitoral. A efetiva anulação do pleito, contudo, depende de análise jurídica e de decisão da autoridade competente, não decorrendo automaticamente da manifestação do candidato derrotado.
Fontes: UOL, CNN Brasil e portal Terra.