Filho de PM da reserva está entre suspeitos de chacina que deixou quatro mortos em Formosa

Polícia Civil investiga participação de três homens no crime; vítimas teriam ido até a casa do militar para cobrar uma dívida de R$ 250 mil

Filho de PM da reserva está entre suspeitos de chacina que deixou quatro mortos em Formosa
Quatro homens são mortos a tiros ao irem a casa de PM para cobrar dívida Quatro homens são mortos a tiros ao irem a casa de PM para cobrar dívida/Foto: Reprodução|Polícia Militar

A Polícia Civil de Goiás investiga a participação de três homens na chacina que deixou quatro pessoas mortas a tiros em Formosa, no Entorno do Distrito Federal. Entre os suspeitos está o filho de um policial militar da reserva, apontado pela investigação como um dos envolvidos no episódio.

O crime aconteceu na terça-feira (11), após quatro homens irem até a residência do militar para cobrar uma suposta dívida de R$ 250 mil. Segundo as informações apuradas pela polícia, houve um grande tiroteio, as quatro vítimas foram atingidas e morreram no local.

Além do filho do policial, o próprio militar da reserva e um terceiro homem também são investigados. A Polícia Civil ainda apura a dinâmica do tiroteio e a responsabilidade individual de cada suspeito.

Na madrugada desta quinta-feira (13), os três investigados se apresentaram na delegacia de Formosa acompanhados de um advogado. Eles prestaram depoimento e foram liberados porque não havia mandados de prisão em aberto contra eles. O caso continua sob investigação.

O policial militar da reserva apresentou uma versão de legítima defesa. Segundo ele, o filho teria percebido que estava sendo perseguido e teria ligado para o pai pedindo ajuda. O militar afirma que os ocupantes dos veículos teriam efetuado disparos e ele reagiu.

A versão apresentada pelo suspeito ainda é analisada pela Polícia Civil e deverá ser confrontada com os depoimentos, imagens e demais provas reunidas durante a investigação.

Dívida teria motivado o crime

De acordo com a investigação, a cobrança de uma dívida de aproximadamente R$ 250 mil teria sido o motivo que levou as quatro vítimas até a residência do policial. A polícia trabalha para esclarecer se a cobrança e o confronto foram planejados e como ocorreu a sequência de disparos.

Quando as equipes policiais chegaram ao local, encontraram uma caminhonete Volkswagen Amarok atingida por diversos disparos. Os quatro homens estavam mortos. Uma arma de fogo também foi localizada próxima a uma das vítimas.

As vítimas foram identificadas como Gustavo Fernandes Graças, ex-secretário municipal de São João da Aliança; Luiz Antônio Rodrigues, conhecido como “Nego” e sogro de Gustavo; Gustavo Aurélio e André Ferreira, conhecido como “Tarobá”.

Gustavo Fernandes Graças havia ocupado cargos na administração municipal de São João da Aliança. Gustavo Aurélio e André Ferreira eram de Casa Branca, no interior de São Paulo.

A Polícia Científica realizou os trabalhos periciais e os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML).

O delegado responsável pelo caso, Doutor José Antônio Sena, informou que a Polícia Civil continua trabalhando para esclarecer todas as circunstâncias das mortes. A corporação ainda deve analisar provas e depoimentos para definir a participação de cada um dos investigados.

Até o momento, não há informação de prisão dos suspeitos. A investigação permanece em andamento e a versão apresentada pelos envolvidos será confrontada com os elementos reunidos pela polícia.