Dois investigados pela chacina de Formosa são presos no Rio de Janeiro

Prisões ocorreram após mandados expedidos pela Justiça; investigação apura a participação de três homens nas mortes de quatro pessoas

Dois investigados pela chacina de Formosa são presos no Rio de Janeiro
Foto: Divulgação/Polícia Civil de Goiás (PCGO)

Dois homens investigados pela participação na chacina que matou quatro pessoas em Formosa foram presos na noite de segunda-feira (31), no Rio de Janeiro. A ação foi realizada por equipes da Polícia Civil de Goiás, com participação de policiais da Delegacia Regional de Polícia de Formosa e do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH).

Os presos são Maurício Corrêa Silvério da Silva, filho do sargento aposentado da Polícia Militar de Goiás Matusalém Silvério da Silva, e Rodrigo Anderson Barbosa, apontado como irmão de criação do policial. Ambos tinham mandados de prisão temporária em aberto e estavam sendo procurados desde o avanço das investigações.

Matusalém, que também é investigado no caso, havia sido preso anteriormente. Com as novas prisões, os três homens apontados pela investigação como suspeitos de participação no crime estão sob custódia.

A chacina aconteceu no dia 11 de agosto, no bairro Parque do Lago, em Formosa. As vítimas, Luiz Antônio Rodrigues, conhecido como “Nego”; Gustavo Fernandes Graças; André Luiz Ferreira da Silva, o “Tarobá”; e Gustavo Aurélio Miguel, foram mortas a tiros.

Segundo a Polícia Civil, as vítimas teriam ido até a residência de Matusalém para cobrar uma dívida estimada em R$ 250 mil, relacionada à aquisição de um caminhão-prancha. A investigação aponta que o conflito financeiro teria antecedido o ataque.

As circunstâncias exatas do crime, entretanto, continuam sendo apuradas pela Polícia Civil, que busca esclarecer a participação individual de cada investigado e a dinâmica dos acontecimentos.

Com as prisões realizadas no Rio de Janeiro, os investigadores devem avançar na coleta de depoimentos e demais elementos considerados relevantes para a conclusão do inquérito.

Matusalém, por sua vez, apresentou à polícia uma versão segundo a qual teria agido em legítima defesa. A defesa e as versões apresentadas pelos investigados deverão ser consideradas no curso da investigação e do processo judicial.

O caso continua sob investigação da Polícia Civil de Goiás.